quarta-feira, fevereiro 4

Beira-mar

 Quando o poema
Aparece na noite
E tudo é o caos
Olhares planos
Sentimentos curvos
Céu sem luar
Nuvens a trovejar
No solitário poeta
Tudo transmuta
Em sua desordem
Calando o silêncio
O vento flácido
As estrofes de poesia
De versos sem rima
Para curar feridas
Secar lágrimas
Semear estrelas
Revoar os pássaros
No beijo salgado
De viver a beira-mar


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