The Writer Within the Wizard
Quando escrever é fazer mágica, sou um mago; quando é transformar, sou alquimista; quando for dominar mistérios, sou bruxo. Vim transformar sentimentos em palavras e vice-versa. Os poemas falam de imagens, sentimentos e sonhos. Tudo se passa na vida real ou na surreal. Ao lê-los tenha atenção ao que está oculto nas entrelinhas. Deixe que os versos te levem onde o vento soprar. A musa de meus poemas é a vida. Estejam atentos, pois as palavras são metade de quem escreve e metade de quem lê.
sexta-feira, julho 17
O Poema é Eterno, a Vida Efêmera
Sigo por este mundo
Não sei quando parto
Navego realidades
Navego por sonhos
Tudo inspira meu poema
Nascer e morrer
Não é fácil entender
Nascimento e morte
São a mesma realidade
A arte é viver bem
Pois a morte é certa
Não há um destino
Tudo são escolhas
Ao final nada se leva
Dos bens materiais
Dor e feridas são do corpo
Também aqui ficarão
Posições e influências
Breve serão esquecidas
Só a arte e os poemas
Sobreviverão gerações
Não apego a ser poeta
Mas ao espírito do poema
Esse imortal e eterno
quinta-feira, julho 16
O Sonho, o Voo e a Poesia
Não vim para escrever sobre um pássaro em seu voo
Nem sequer sobre esse voo e nem sobre esse pássaro
Vim escrever sobre o vento que passa na imaginação
Que vence a gravidade, que me leva entre as nuvens
Escrever como me sinto, um hino às memórias do voo
O voo do poeta se dá nas estradas douradas do sonho
Sábio é o vento que não guarda memórias do caminho
Que só existe quando passa e em passando é realidade
Colérica ou gentil. Ventar é uma das castas do sonho
E nem se pergunte se voar é dom ou vem do incógnito
De uma vasta superfície ornada de ondulantes trigais
Sábio é o vento, pois reside no domínio da sabedoria
Sem julgamento, sem nada além de alçar o voo maior
De ordenar palavras tão simples e delas fazer poesia
Admirar qual criança, da areia da praia, a linguagem
Ver da praia um horizonte detrás de ondas cristalinas
O mar coalhado de invisíveis peixes de letras e sílabas
Que banha uma infinitude de sons chamada pronúncia
Escrever é qual fingir-se Deus, vida e morte na poesia
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