The Writer Within the Wizard
Quando escrever é fazer mágica, sou um mago; quando é transformar, sou alquimista; quando for dominar mistérios, sou bruxo. Vim transformar sentimentos em palavras e vice-versa. Os poemas falam de imagens, sentimentos e sonhos. Tudo se passa na vida real ou na surreal. Ao lê-los tenha atenção ao que está oculto nas entrelinhas. Deixe que os versos te levem onde o vento soprar. A musa de meus poemas é a vida. Estejam atentos, pois as palavras são metade de quem escreve e metade de quem lê.
terça-feira, julho 28
segunda-feira, julho 27
Ainda Que Me Custe Admitir
Hoje, como de hábito, não falaremos das coisas divinas
Tampouco de coisas mundanas, poética não é para isso
Meu poema fala do sonho, das coisas que Dali fazia ver
Se há algo a mudar, não é minha culpa um mundo assim
Por isso, não me sinto responsável por guerra nenhuma
A ruína a que o mundo caminha não é por algo que fiz
Ou deixado por fazer com as minhas ideias incômodas
Tolos homens do século XXI acham que ainda poderão
Em alguns anos corrigir o que se destruiu em duzentos
Renascentismo é a eufemia para o início da destruição
Perdão, mas tenho que regar as flores nos meus sonhos
Não varro as cinzas debaixo do tapete das conveniências
Não sou algum tipo justiceiro nas horas vagas de poesia
Os donos do mundo e seus ataúdes contados um a um
Devem saber das frágeis cicatrizes dos sonhos fugazes
Se não sentes a dor é porque não lembras de ti mesmo
Eu, por mais que custe admitir, amamento a melancolia
Para nunca esquecer de onde finquei as minhas raízes
Sei que invento histórias sobre um mundo de falsidade
Contudo a verdade pode ser uma tragédia ainda maior
Troco a angústia da certeza pela inquietude da dúvida
Caminho num mundo inseguro entre ruídos e assombro
É dever de cada um amar, ser amado e morrer de amor
quarta-feira, julho 22
Ventos de Uma Mudança
Decidi apagar todas as lembranças
Cada uma delas se irá embora
Não há vento que as possa devolver
Pois até mesmo os lugares nossos
Posso dizer que não existem mais
Trocarei todas as palavras ditas
Pelos silêncios impronunciados
Sobretudo qualquer jura de amor
Dará lugar ao vazio consumidor
Os olhares que um dia trocamos
Serão, amanhã, apenas indiferença
Só não apagarei nossas pegadas
Pois essas a tempestade já varreu
Fecho cada porta para não abrir
E as janelas permanecerão cerradas
Para não ouvir passos na calçada
E imaginar que tu enfim voltas
Nesta noite se acaso eu sonhar
Não será tua face que me visitará
O céu da noite terá novas estrelas
Na alvorada outro sol brilhará
Mas não imagines que isto é o fim
Pois é o dia que recomeço a viver
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