The Writer Within the Wizard
Quando escrever é fazer mágica, sou um mago; quando é transformar, sou alquimista; quando for dominar mistérios, sou bruxo. Vim transformar sentimentos em palavras e vice-versa. Os poemas falam de imagens, sentimentos e sonhos. Tudo se passa na vida real ou na surreal. Ao lê-los tenha atenção ao que está oculto nas entrelinhas. Deixe que os versos te levem onde o vento soprar. A musa de meus poemas é a vida. Estejam atentos, pois as palavras são metade de quem escreve e metade de quem lê.
sexta-feira, agosto 28
quarta-feira, agosto 26
Aquarela do Brasil de 2026
Meu país, que ora te resta? Um trapo soçobrado
Das lutas que não lutaste. Apagou-se a tua força
Gatunos e perjuros sugam teus recursos e boa fé
Abdicaram de tua grandeza, gigante desfalecido
Atribuem mentiras odiosas àqueles que te servem
Aos mais humildes que creram nas promessas vãs
Restou a desculpa que são outros que impediram
Não fossem cumpridas – é o engano para o lucro
Não te iludas, tais vermes desejam é ocultar a luz
Para fazer-nos crer que nós que somos os fracos
Talvez sejamos se reabrirmos a porta ao demônio
Meu país, não culpes ninguém pelas tuas derrotas
A culpa é dos que, por doze anos, são desgoverno
Pois o que ora te falta, foste tu que o ofereceste
Asilaste de volta ervas daninhas e o mal floresceu
Se o fruto está podre, foi que vermes encontraram
Um propício ambiente para exercer sua corrupção
É véspera de eleição, lobos se travestem cordeiros
Vampiros cheios de ódio, travestem anjos de amor
Andamos nas ruas, não vemos nada que apregoam
Invés de luzes, trevas; de fartura, fome; de paz, dor
Ao avesso de liberdade, vemos medo em todo lado
Mãos manchadas de sangue de seus compatriotas
Vítimas por um celular, por uma corrente, um anel
Meu país, terra onde os sabiás não podem gorjear
País de uma imprensa vendida e outra manietada
Onde os tribunais escolhem as verdades a se dizer
Porém, a despeito de todas as mazelas, meu Brasil
Permito-me, poeta e sonhador, nestas singelas linhas
Com minha fé em farrapos, sustentar bons valores
E, num fio de ilusão, crer que um dia vás levantar
segunda-feira, agosto 24
0123 Rima Vice Versa
Revoada, luz apagada
Sangue pelo chão
Mas lágrimas não
Cadê as flores
Chão crestado
São tantas dores
Amor derramado
E vem a morte
Luta impotente
Mas o poema
Não é por sorte
Nem é inocente
Cheira a alfazema
Sob o céu azul
Brilhará o sol
No hemisfério sul
Todo o arrebol
Rumo ao oriente
Com toda gente
Meu grito, no infinito
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