The Writer Within the Wizard
Quando escrever é fazer mágica, sou um mago; quando é transformar, sou alquimista; quando for dominar mistérios, sou bruxo. Vim transformar sentimentos em palavras e vice-versa. Os poemas falam de imagens, sentimentos e sonhos. Tudo se passa na vida real ou na surreal. Ao lê-los tenha atenção ao que está oculto nas entrelinhas. Deixe que os versos te levem onde o vento soprar. A musa de meus poemas é a vida. Estejam atentos, pois as palavras são metade de quem escreve e metade de quem lê.
segunda-feira, agosto 17
sexta-feira, agosto 14
Nunca Como a Indiferença
Eu te quero nua ao meu lado no vento da noite
E fazer tremer o chão de casa e seus arredores
Jogar moedas ao alto e ouvir seu suave tilintar
Deixar que isso derrube os altares da hipocrisia
Que pregam que não é belo amar, belo abraçar
Mas que o façamos com elegância e com afeto
Honremos o que perdura nos ecos da memória
Nos jarros de barro que transportamos sorrisos
Nós somos o poema, ah, quanto eu aprecio isso
Tao simples como manter nosso amor intocado
Não ser igual aos indiferentes, os que enganam
Nesta noite, deixe-me partilhar de tua respiração
Vou mergulhar nos teus sonhos, saciar a sede nas
Minúsculas gotas d’água que envolvem tua língua
Tomar emprestada da pulsação do teu coração
E dar ritmo ao meu canto, alento nas tormentas
E no final quando eu partir, festeje não a partida
Mas o conteúdo do amor que vivemos tão intenso
Como a última página do livro lido, não o encerra
Mas é a confissão de haver vez rido, vez chorado
No calor do pôr-do-sol, na brisa da maré da aurora
terça-feira, agosto 11
Cinco Décadas de Poesia
Meu corpo triste e cansado não nega estrada
Dentro de mim há uma correnteza irresistível
Torrente que me conduz para qualquer lugar
Esgueirando-me entre as pedras e corredeiras
Encontrei os caminhos nos campos de trigais
A bússola de toda uma existência de rebeldia
Em minha pele há cicatrizes de alguns adeuses
Também tatuei risos, olhares e entardeceres
Tantas vezes encontrei o amor e tantas parti
Outras vezes embarquei no trem das ilusões
Tudo tão transparente, quão imprescindível
Nunca me entreguei ao álcool e aos inimigos
Correm em minhas veias uns poemas cotidianos
O cigarro que nunca fumei, no final do amor
Por todas vezes quais não arqueei a espinha
Qual o pássaro, que caído, não deixou de voar
O poema é o que escapou de algum resquício
De alguma dor antiga que já caminha ao final
Que ao contrário de transporta-la na carteira
Eu faço é saudar o privilégio de ser eu mesmo
Tratei o perigo como algum utensílio de casa
As facas ou os ponteiros esses dois farsantes
Dos quais, nunca fiz esforço em me esquivar
Forjaram minha verve de poeta e o meu verso
Cinco décadas e o amor ainda é alumbramento
Despido, selvagem, é assim que sigo a escrever
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