The Writer Within the Wizard
Quando escrever é fazer mágica, sou um mago; quando é transformar, sou alquimista; quando for dominar mistérios, sou bruxo. Vim transformar sentimentos em palavras e vice-versa. Os poemas falam de imagens, sentimentos e sonhos. Tudo se passa na vida real ou na surreal. Ao lê-los tenha atenção ao que está oculto nas entrelinhas. Deixe que os versos te levem onde o vento soprar. A musa de meus poemas é a vida. Estejam atentos, pois as palavras são metade de quem escreve e metade de quem lê.
segunda-feira, agosto 10
sexta-feira, agosto 7
Quando o Poeta Encontra a Estrela
Neste caminho não há retorno, ouça o vento a soprar
Vem das distâncias mais desertas onde não há curvas
Um dia desses me torno imortal; serei apenas o nome
Tomo um gole de vinho, a paixão e loucura dos sábios
A doce ventania dos que se descobrem pelo caminho
Tu és bela, és desejo, és o quanto basta para o poema
Só o coração entende essa paixão que a mente ignora
A um só tempo dor de vida e de morte na madrugada
Amanheço sobre o linho e lá fora a névoa se despede
Delirei nessa bruma, metade contexto, metade sonho
Para ir além do impossível, mais que o barco, ser o rio
Para nele navegares eternamente em toda tua nudez
E só nós cruzando a solitude dos campos de lavanda
Só tu me conheces, consegues ir além de meus muros
Onde sei fazer as flores desabrocharem em liberdade
Juntos seremos aqueles que há mil anos sonhávamos
Então me farei pérola e ficarei a noite na tua concha
Serei alegre qual menino num dia de chuva sem escola
Talvez só Deus entenda, dormir a olhar a uma estrela
E ao acordar ela ainda estar encantadora e sorrindo
terça-feira, julho 28
Faço Meu Rumo do Sol
Não, as nuvens não são de algodão, alguém diz
Nem o papel onde registro o poema se faz vela
Que olvides os barquinhos de dobras, digo-lhe
Nada é como já foi um dia. A inocência partiu
Por mais que os poemas enfunem o meu velejar
E minh’alma singre as sonoras estrofes da vida
Hoje complicaram a vida abandonando fantasias
Será que te lembras um primeiro beijo roubado
O sino dominical imprimia uma última badalada
Hoje seriam assédio ou perturbação de sossego
E os cumulus de carneirinhos ao sabor da brisa
Cruzavam o manto celeste quão pacificamente
Ora gravosos vórtices das alterações climáticas
Tempestades que, impiedosas, a tudo destroem
Quem ainda recita os versos em alegres saraus?
Quem conta passos ou cores de lajotas do chão
Não sobra mais tempo para todas essas tolices
O poema resiste, mesmo sem prateados cálices
Simplesmente frugal e absolutamente imaterial
Qual um inverossímil arquipélago de resistência
Absolutamente sutil e simplesmente indomável
Um brusco tropel que invade as linhas do papel
Sim tudo mudou, não o poema oriundo da noite
E na chegada da manhã faz nuvens de algodão
Onde o poeta desenha seu próprio rumo do sol
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