sexta-feira, março 10

Que pena

No silêncio da noite, reminiscências vêm me invadir
Um pensamento, um segredo, torrentes de lágrimas
Chamo teu nome, mas sei que não poderás me ouvir
Se eu pudesse ser livre, voar como o pássaro antigo
Quebrar os grilhões dessa lembrança dentro de mim
Poderia correr pelos campos, caminhar entre trigais
Sentir a chuva fria bater no meu rosto, lavar a alma
Gritar selvagemente, à tarde rir despudoradamente
Com os braços abertos, cumprimentar o sol poente
Sentado à beira-mar e o livro que escrevi nas mãos


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