quinta-feira, novembro 27

Amargura

Amargura: a palavra que foi feita para te definir
Isento de esperança, posto que bem te conheço
Sabes eu vi teu aceno, não cheguei a acreditar
Tu que foste volúvel no tempo que te conheci
Nem o fato que viria uma noite fria e solitária
Mudaria a probabilidade d’eu não me aproximar
Tu mulher, que só tinhas olhos para a ambição
Tua torpe postura de serpente, nunca enganou
Ao passar do tempo adquiri destreza e vi o real
Não o mundo iludido que a imaginação fez criar
Uma existência de névoas, distante da verdade
Eu quis ver unicórnios, onde só haviam hienas
Quis pensar um eclipse, mas eram nuvens negras
Eu quis acreditar que os contrários se atraem
Entretanto, agora sei que nada disso era assim
Pois aprendi com o desassossego que legastes
E a realidade hoje vive em meus lábios calados
Aprendi a impedir tempos furiosos e sem amor
Não mais ouvirás minha boca chamar teu nome
Distância! Hoje é tudo que quero te outorgar


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