A Noite de Outros Tempos
Nesta noite,
como em tempos outros, eu te sentia
Nos tempos
que tua mão se deitava sobre a minha
Que o
rouxinol, a contribuir com esse enleio, cantou
Eras tu
amada, que naquela noite mágica encontrei
Nesta noite
como em outros tempos, a mesma lua
Ao alcance
da mão, inutilmente me falaria de amor
Derramando sua luz pelo chão, mas
não o coração
Nenhum pássaro, viria a cantar se não fosse
por ti
Nunca mais, qual em outros
tempos senti tua mão
Nem mesmo
pude deleitar de teu cristalino
sorriso
Restou um murmúrio que me ilude fosse
a tua voz
Mas não ameniza a mágoa que se esconde
em mim
Já sigo
longe nessa estrada que a sorte me sorriu
E me fez te encontrar na noite de outros tempos
Tão antiga,
mas jamais olvidaria tal tudo aconteceu
Pois que
flutuei quando meus olhos viram os teus
Uma noite eterna seria curta para
sonhar contigo
Quando a
frágil taça da vida se encheu de estrelas
Entre as
quais, juntos, nós fomos as mais brilhantes
Então, não
chores por achares que só tu recordas
Nos meus
dias, finjo não lembrar dessa noite antiga
Só para não
constranger a quem nunca amou assim
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