sexta-feira, maio 8

A Noite de Outros Tempos

 

Nesta noite, como em tempos outros, eu te sentia

Nos tempos que tua mão se deitava sobre a minha

Que o rouxinol, a contribuir com esse enleio, cantou

Eras tu amada, que naquela noite mágica encontrei

 

Nesta noite como em outros tempos, a mesma lua

Ao alcance da mão, inutilmente me falaria de amor

Derramando sua luz pelo chão, mas não o coração

Nenhum pássaro, viria a cantar se não fosse por ti

 

Nunca mais, qual em outros tempos senti tua mão

Nem mesmo pude deleitar de teu cristalino sorriso

Restou um murmúrio que me ilude fosse a tua voz

Mas não ameniza a mágoa que se esconde em mim

 

Já sigo longe nessa estrada que a sorte me sorriu

E me fez te encontrar na noite de outros tempos

Tão antiga, mas jamais olvidaria tal tudo aconteceu

Pois que flutuei quando meus olhos viram os teus

 

Uma noite eterna seria curta para sonhar contigo

Quando a frágil taça da vida se encheu de estrelas

Entre as quais, juntos, nós fomos as mais brilhantes

Então, não chores por achares que só tu recordas

 

Nos meus dias, finjo não lembrar dessa noite antiga

Só para não constranger a quem nunca amou assim

 

 

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