sexta-feira, maio 22

Talvez (Noite louca)

 

Aquilo foi, como na mais louca noite de verão

Entre as árvores os seus mil ramos encantados

Eu aspirava o frescor do verde de uma floresta

Fulguras no céu entre estrelas, sonho na noite

Nada modifica a paisagem acariciada pela brisa

Mas num repente, tua chegada rompe o silêncio

Então é como se o ar vazasse numa única onda

Tocaste minha mão e olhei-te nos olhos e sorrio

Pois pude imaginar infindas, breves horas reais

E nelas, próximo de mim o calor da tua essência

Mas o sonho vencido pelo dia dói-me o coração

Posto que tentei te tocar e não mais estas aqui

Tomara escutes deusa, estes versos sem melodia

Que são uma doce coerção a te trazer de volta

Fazendo a realidade se tornar um eterno sonhar

 

*Poema de 1979 resgatado nesta data

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