Aquilo foi, como na mais louca noite de verão
Entre as árvores os seus mil ramos encantados
Eu aspirava o frescor do verde de uma floresta
Fulguras no céu entre estrelas, sonho na noite
Nada modifica a paisagem acariciada pela brisa
Mas num repente, tua chegada rompe o silêncio
Então é como se o ar vazasse numa única onda
Tocaste minha mão e olhei-te nos olhos e sorrio
Pois pude imaginar infindas, breves horas reais
E nelas, próximo de mim o calor da tua essência
Mas o sonho vencido pelo dia dói-me o coração
Posto que tentei te tocar e não mais estas aqui
Tomara escutes deusa, estes versos sem melodia
Que são uma doce coerção a te trazer de volta
Fazendo a realidade se tornar um eterno sonhar
*Poema de 1979 resgatado nesta data
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