Quando escrever é fazer mágica, sou um mago; quando é transformar, sou alquimista; quando for dominar mistérios, sou bruxo. Vim transformar sentimentos em palavras e vice-versa. Os poemas falam de imagens, sentimentos e sonhos. Tudo se passa na vida real ou na surreal. Ao lê-los tenha atenção ao que está oculto nas entrelinhas. Deixe que os versos te levem onde o vento soprar. A musa de meus poemas é a vida. Estejam atentos, pois as palavras são metade de quem escreve e metade de quem lê.
sexta-feira, junho 5
segunda-feira, junho 1
Signos de Poesia e Insônia
Deitei-me já meia noite e a cama transbordou insônia
Como as páginas insones em branco querem a caneta
É assim que existo e resisto em surtos de imaginação
Sou um poeta com hábitos públicos, de porte varonil
Organizo meu teatro, construo o cenário, iluminação
Do início ao fim, tudo sobre o tablado do cotidiano
Encho a mochila com pensamentos, fecho os zíperes
Com violino na cabeça, oboé no peito, flauta nos pés
Faço minha orquestra para seguir o caminho trânsito
A cada dia sigo contra o vento, sigo contra as marés
As palavras escritas me trazem mais letras a escrever
É o resumo taurino d’um pretérito mais-que-perfeito
Vez que não sou perfeito, faço-me auxiliar de verbos
Sujeito oculto faço de minhas orações subordinadas
E assim, construo a vida com gesto, música e palavra
Posso ainda dizer que sou um arqueólogo de sonhos
Que vivem alguns nas sombras outros, porém, na luz
Um manifesto de sangue, meu caminho sem amarras
Assim vou articulando o poema, por tantas palavras
Pois o poema é um ato de lucidez contra os silêncios
Jamais por moedas, mas aplacar Vinicius a murmurar
Insuspeitamente, todos seus poemas aos meus ouvidos
Pois o poema é o milagre do compasso, a vida e morte
Os sinos que repicam nas extremas memórias infantis
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