segunda-feira, março 16

¿Por que é tudo assim?

 Gravei teu nome
No sótão da memória
Velhas tábuas
Rabisquei letra a letra
E ninguém percebeu
Meu sangue em chamas
Incêndio ao vento
Gravei teus passos
No portão da memória
Que abro e fecho
A tua imagem passar
E ninguém deu conta
Tormenta de minh’alma
Vai ladeira abaixo
Gravei teus beijos
Na boca da memória
O sabor de hortelã
Tua língua irrequieta
E ninguém entendeu
Meu peito deserto
O sol dos meio-dias
O destino da ilusão
É morrer de amor

Nenhum comentário:

Postar um comentário