terça-feira, abril 21

As Longas Voltas da Vida

 

Pela dura estrada dos dias

Nesta minha vida errante

Sob as árvores do bosque

Encontrei-a bela elegante

Ofereci-lhe o melhor vinho

E a taça repleta de amor

Ela não estendeu a mão

Disse esperar outros lábios

Negando a minha oferta

Eu segui estrada afora

Mas a vida gira sem fim

Passaram os anos e voltei

Ela já não é tão formosa

Parece cansada e abatida

Disse-me: cadê tua taça?

Meus lábios estão secos!

De pronto estendi a mão

Mas aqui não há nada, disse

Verdade, respondi sincero

Todo amor que aí havia

E um dia te oferecera
Dei a quem o apreciou

Viveu e morreu comigo

Levou consigo a taça

Hoje reside na memória

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário