sábado, outubro 24

Conjecturas Taoístas da Espera

 Assim se delineiam as coisas do dia a dia enquanto te espero
Aguardo tu caminhes leve e faceira nas asas azuis do desejo
Se por rígidos contornos que se aprofundam formas móveis
Sento e imagino o movimento na integração de nossos corpos
Escrevo poemas indecifráveis, mas parecem com nossa alma
No auge da trama se sustenta no vazio, esse ímpio aliciador
A opor-se ao pleno, em princípio, o que resiste aos conflitos
Vejo-nos resistir a tantos vespertinos dissabores do silêncio
Pois a razão se resume no princípio de saber que somos dois
O que promove a simplificação, a ciência da individualidade
Entanto, a emoção é a interação que assemelha a unicidade
Sendo dois promovemos rara mudança do que fora estático
E com a ação, iremos converter o que era finito em infinito
O que era nada, no ponto real da cintilação, chamada amor
Claro o amor é corpo e alma, desdobrada da tão só matéria
Que faz o ciclo se cumprir, sem pausas, sob a luz ou sombra
Ativo e capaz de reencarnar na química de ambas essências
Quando se ama, início e fim são um ponto uno, imagem e pele
Cicatriz e recompensa, sede e alimento, livre arbítrio e destino

 

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