Conjecturas Taoístas da Espera
Assim se delineiam as coisas do dia a dia enquanto te
espero
Aguardo tu caminhes leve e faceira nas asas azuis do
desejo
Se por rígidos contornos que se aprofundam formas móveis
Sento e imagino o movimento na
integração de nossos corpos
Escrevo poemas indecifráveis, mas parecem com nossa alma
No auge da trama se sustenta no vazio, esse ímpio aliciador
A opor-se ao pleno, em princípio, o que resiste aos conflitos
Vejo-nos resistir a tantos vespertinos dissabores
do silêncio
Pois a razão se resume no princípio de saber que somos
dois
O que promove a simplificação, a ciência da
individualidade
Entanto, a emoção é a interação que assemelha a unicidade
Sendo dois promovemos rara mudança do que fora
estático
E com a ação, iremos converter o que era finito em
infinito
O que era nada, no ponto real da cintilação, chamada amor
Claro o amor é corpo e alma, desdobrada da tão só matéria
Que faz o ciclo se cumprir, sem pausas, sob a luz ou sombra
Ativo e capaz de reencarnar na química de ambas essências
Quando se ama, início e fim são um ponto uno, imagem e
pele
Cicatriz e recompensa, sede e
alimento, livre arbítrio e destino
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