quinta-feira, maio 11

Acreditar

Na rua, o silêncio oprimido antecede o assombro
Espera e sangra no limite inalcançável de desejos
Que retroceda o tempo, para a verdade triunfar
Recolher no vento uma memória de olhos verdes
Às vezes nem creio no fato que um dia existimos
Mas como iria explicar esse vazio que há em mim
A perfeição de nossas bocas reunidas é miragem
E nem existiu o esvoaçar daquele pássaro luzeiro
Em busca dos horizontes, ao fim de cada abraço
Às vezes nem creio no fato que um dia existimos
A sensação de nossos corpos juntos foi só sonho
Mas qual face de uma inescondível magia em nós
De intermináveis sorrisos nas alamedas beira-mar
Dos versos que brotavam pela infinita primavera
Às vezes nem creio no fato que um dia existimos
Como acreditar que houve o mais exato na terra
Que o sol não se pôs apenas p’ra ouvir teu canto
Esse canto que pôs fim à imensa busca pelo amor
Para ser única, inconfundível, a cada dia e noite
Na louca mirada de quem acredita ter sido feliz


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