quarta-feira, agosto 26

Aquarela do Brasil de 2026

Meu país, que ora te resta? Um trapo soçobrado

Das lutas que não lutaste. Apagou-se a tua força

Gatunos e perjuros sugam teus recursos e boa fé

Abdicaram de tua grandeza, gigante desfalecido

Atribuem mentiras odiosas àqueles que te servem

Aos mais humildes que creram nas promessas vãs

Restou a desculpa que são outros que impediram

Não fossem cumpridas – é o engano para o lucro

Não te iludas, tais vermes desejam é ocultar a luz

Para fazer-nos crer que nós que somos os fracos

Talvez sejamos se reabrirmos a porta ao demônio

Meu país, não culpes ninguém pelas tuas derrotas

A culpa é dos que, por doze anos, são desgoverno

Pois o que ora te falta, foste tu que o ofereceste

Asilaste de volta ervas daninhas e o mal floresceu

Se o fruto está podre, foi que vermes encontraram

Um propício ambiente para exercer sua corrupção

É véspera de eleição, lobos se travestem cordeiros

Vampiros cheios de ódio, travestem anjos de amor

Andamos nas ruas, não vemos nada que apregoam

Invés de luzes, trevas; de fartura, fome; de paz, dor

Ao avesso de liberdade, vemos medo em todo lado

Mãos manchadas de sangue de seus compatriotas

Vítimas por um celular, por uma corrente, um anel

Meu país, terra onde os sabiás não podem gorjear

País de uma imprensa vendida e outra manietada

Onde os tribunais escolhem as verdades a se dizer

Porém, a despeito de todas as mazelas, meu Brasil

Permito-me, poeta e sonhador, nestas singelas linhas

Com minha fé em farrapos, sustentar bons valores

E, num fio de ilusão, crer que um dia vás levantar

 


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