Aquarela do Brasil de 2026
Meu país, que ora te resta? Um trapo
soçobrado
Das lutas que não lutaste. Apagou-se a tua força
Gatunos e perjuros sugam teus recursos e boa fé
Abdicaram de tua grandeza, gigante desfalecido
Atribuem mentiras odiosas àqueles
que te servem
Aos mais humildes que creram nas promessas vãs
Restou a desculpa que são outros que
impediram
Não fossem cumpridas – é o engano para o lucro
Não te iludas, tais vermes desejam é ocultar a luz
Para fazer-nos crer que nós que somos os fracos
Talvez sejamos se reabrirmos a porta ao demônio
Meu país, não
culpes ninguém pelas tuas derrotas
A culpa é dos
que, por doze anos, são desgoverno
Pois o que ora
te falta, foste tu que o ofereceste
Asilaste de volta
ervas daninhas e o mal floresceu
Se o fruto está podre, foi que vermes encontraram
Um propício ambiente para exercer sua corrupção
É véspera de eleição, lobos se travestem cordeiros
Vampiros cheios de ódio, travestem anjos de amor
Andamos nas ruas, não vemos nada que apregoam
Invés de luzes, trevas; de fartura, fome;
de paz, dor
Ao avesso de liberdade,
vemos medo em todo lado
Mãos manchadas
de sangue de seus compatriotas
Vítimas por um celular, por uma corrente, um anel
Meu país,
terra onde os sabiás não podem gorjear
País de uma imprensa vendida e outra manietada
Onde os tribunais escolhem as verdades a se dizer
Porém, a despeito de todas as mazelas, meu Brasil
Permito-me, poeta e sonhador, nestas singelas linhas
Com minha fé em farrapos, sustentar bons valores
E, num fio de ilusão, crer que um dia vás levantar
Nenhum comentário:
Postar um comentário