sexta-feira, agosto 14

Nunca Como a Indiferença

Eu te quero nua ao meu lado no vento da noite

E fazer tremer o chão de casa e seus arredores

Jogar moedas ao alto e ouvir seu suave tilintar

Deixar que isso derrube os altares da hipocrisia

Que pregam que não é belo amar, belo abraçar

Mas que o façamos com elegância e com afeto

Honremos o que perdura nos ecos da memória

Nos jarros de barro que transportamos sorrisos

Nós somos o poema, ah, quanto eu aprecio isso

Tao simples como manter nosso amor intocado

Não ser igual aos indiferentes, os que enganam

Nesta noite, deixe-me partilhar de tua respiração

Vou mergulhar nos teus sonhos, saciar a sede nas

Minúsculas gotas d’água que envolvem tua língua

Tomar emprestada da pulsação do teu coração

E dar ritmo ao meu canto, alento nas tormentas

E no final quando eu partir, festeje não a partida

Mas o conteúdo do amor que vivemos tão intenso

Como a última página do livro lido, não o encerra

Mas é a confissão de haver vez rido, vez chorado

No calor do pôr-do-sol, na brisa da maré da aurora


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