Nunca Como a Indiferença
Eu te quero nua ao meu lado no vento da noite
E fazer tremer o chão de casa e seus arredores
Jogar moedas ao alto e ouvir seu suave
tilintar
Deixar que isso derrube os altares da hipocrisia
Que pregam que não é belo amar, belo
abraçar
Mas que o façamos com elegância e com afeto
Honremos o que perdura nos ecos da memória
Nos jarros de barro que transportamos
sorrisos
Nós somos o poema, ah, quanto eu aprecio isso
Tao simples como manter nosso amor intocado
Não ser igual aos indiferentes, os que enganam
Nesta noite,
deixe-me partilhar de tua respiração
Vou mergulhar nos teus sonhos, saciar a sede
nas
Minúsculas gotas
d’água que envolvem tua língua
Tomar emprestada da pulsação do teu coração
E dar ritmo ao meu canto, alento nas tormentas
E no final
quando eu partir, festeje não a partida
Mas o conteúdo do amor que vivemos tão intenso
Como a última
página do livro lido, não o encerra
Mas é a confissão de haver vez rido, vez chorado
No calor do pôr-do-sol, na brisa da maré da aurora
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