sexta-feira, agosto 28

Ela Veio Com a Névoa

A névoa invadia a cidade, apagando os contornos

Sua silhueta surgiu entre a garoa na rua deserta

Na noite fria ela rompeu a bruma com sua volúpia

Pôs o corpo serpentino fronte a mim, disse dance

Ela dançou, dançou como fogo, mas agora se foi

Foi embora e nunca mais voltou, o fogo apagou-se

Seus olhos eram como a noite, estrelas brilhantes

Sua voz suave qual um sussurro na noite chuvosa

Que fundiu brevemente nossos corpos em um só

Permaneceram sombras que não consigo alcançar
Ainda ouço um eco de sua voz chamar meu nome

Tal o nome dela resiste na ponta da minha língua

Cada palavra não dita, que nunca mais se vai dizer

Ela ficou na minha carne, está no meu pensamento

E eu a procuro a cada dia, cada nuvem, cada luz

Mas ela é um fantasma que se oculta na multidão

Será que era um sonho, seria só uma alucinação


Nenhum comentário:

Postar um comentário